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Como conciliar ano letivo e viagens – Nossas experiências

Blogueiros de todas as partes do Brasil se reunem em mais uma blogagem coletiva falando sobre um tema muito importante – Como conciliar ano letivo e viagens.

O assunto já deu pano pra manga em vários grupos de viagens em família e até entre amigos.  Há quem defenda que nunca vai tirar os filhos da escola no período escolar – ano letivo e outros que tem seus argumentos em relação a viajar em qualquer época do ano.

Hoje vou contar como nós fizemos nesses 14 anos de vida do nosso filho único. Sim, temos um adolescente em casa que, como nós, ama viajar, e está sempre viajando conosco.

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Nós sempre viajamos muito.  No Brasil e fora dele, aos finais de semana, feriados prolongados, férias, férias fora de época…  Sim, viajávamos mais fora de época.  Até o nosso filho estar em fase de alfabetização, nunca titubeamos. Falavamos na escola e viajávamos em qualquer época e, claro, escolhiamos quando as passagens e rede hoteleira estivesse mais em conta, porque alta temporada é uma dureza.

Quando a alfabetização começou – fazse de pré escola e primeiro e segundo ano do ensino fundamental, continuamos a viajar fora de temporada – férias escolares, mas escolhiamos os períodos em que não houvesse prova marcada – previamente eu dava uma passada na escola, falava com a professora e coordenadoras e via direitinho o que ia perder e tals e não tivemos problema com o aprendizado. Nessa época, eu marcava férias de quinze, vinte dias e as faltas eram muitas – dez, quinze dias úteis de aula.  O maior problema era, depois, cumprir todas as tarefas que eram dadas no período – o que era combinado entre a mãe e as professoras…..  Ele ficava meio cabreiro e reclamava muito da quantidade de coisas que tinha que fazer.

St Pete na Areia

Me lembro que uma vez viajamos durante duas semanas no final de agosto e setembro e quando ele voltou, era uma quantidade imensa de lições, exercícios e houve um certo stress. Meu filho sempre ficou na escola em período integral e durante um certo período, quando chegava em casa, tinhamos que realizar as tarefas atrasadas e ele já tinha passado o dia na escola fazendo mil e uma atividades……  Ficava cansado.

A partir do terceiro ano do fundamental, decidimos que íamoa reduzir as viagens fora das férias escolares regulamentares e daí passamos a viajar mais em julho, janeiro e estender alguns feriados – quando a semana fica com dois a três dias úteis, claro que sempre observando semanas de provas, entregas de trabalho, etc.  Sempre foi complicado e um quebra cabeça, mas fizemos o possível para evitar que ele ficasse sobrecarregado com as tarefas atrasadas.

Quando passou para o ensino fundamental dois, percebi que as faltas começaram a deixar algumas lacunas em notas, porque a escola do meu filho adota algumas formas alternativas de avaliação. Divide a nota em 3 avaliações – uma prova multidisciplinar, englobando todas as matérias, uma prova mensal (antes bimestral, hoje trimestral) de cada matérias e pequenas avaliações durante cada trimestre (hoje a escola é trimestral) – essas avaliações nem sempre são marcadas e podem ser realizadas de um dia para o outro – assim fica bem dificil programar, mas mesmo assim, continuamos a extender alguns feriados, quando podemos.

No sexto ano, me lembro dele ter voltado de viagem lendo um livro durante o vôo, porque chegamos de viagem no dia da prova.

No sétimo ano, fizemos um cruzeiro e ele faltou durante 4 dias na “semana da criança”- não houve muita perda de avaliações, mas de matéria sim e o trabalho vou botar o conteúdo em dia.

Hoje em dia, os amigos mandam o conteúdo por foto nos grupos de WhatsApp, mas mesmo assim evitamos dele faltar tanto nas aulas.  Faremos apenas uma viagem, ainda esse ano onde ele irá perdeer 3 dias úteis.  Ele mesmo agora conversa na escola e já sabe que perderá uma avaliação, mas como está muito bem com as notas e não faltou esse ano, nós não estamos muito preocupados (ele sim).

Já vi muitas discussões sobre tudo isso. Se faltar para as crianças é bom ou não, acredito que isso tenha que ser uma decisão pessoal de cada família, avaliando o aprendizado da criança e a dinâmica para o retorno dar certo, no que diz respeito ao acúmulo de coisas.

O que sei e tiro de tudo isso é que as viagens são importantes para s famílias, pois são um momento para estar juntos, aproveitar e aprender – toda viagem tem seu fundo cultural – uma nova língua, uma história diferente, lugares que um dia, com certeza eles verão em livros, num documentário na TV, estudando alguma parte da história do mundo.

Pai e Filho na Canastra

O que vale? Toda regra tem a sua exceção e o que vale mesmo é tirar suas próprias conclusões à respeito, de acordo com a organização familiar e no trabalho.  Hoje em dia muitas pessoas não consegue conciliar as férias da família com as escolares, por inúmeros motivos – muitas pessoas em férias no mesmo período o que impede um ou outro de sair, prazos – principalmente que trabalha com ano calendário diferente do Brasil (aqueles que trabalham em instituições financieras gringas ou multinacionais) e, infelizmente, não há regra.

Nós tentamos nos adaptar ao máximo, para que nosso filho não falte ou, se faltar, que falte pouco, pois quando sabe que vai faltar e perder algo que possa influenciar na nota ou no desempenho do aprendizado, criamos uma situação de stress que passa durante a viagem, mas que sempre volta à discussão quando planejamos uma nova viagem.

Dica importante, principalmente, quando eles estão mais crescidos?? Conversar e envolve-los na viagem, destino, discussão, assim, todos podem falar sobre seus desejos, necessidades e conversar, bastante, sobre as tarefas, antes, durante e depois da viagem, porque a vida não é só lazer (infelizmente)!!!!

Muita gente está falando sobre isso!!!  Veja aqui quem está participando dessa blogagem coletiva e colocando sua experiência e opinião sobre o assunto!!!

Sobre Debora Godoy Segnini

Debora Godoy Segnini
Nascida em São Paulo, atualmente morando nos Estados Unidos, é mãe, esposa, funcionária pública em trabalho remoto, editora deste blog, viajante, até na maionese, adora viajar, vinhos, cozinhar, restaurantes, livros, passear, sol, chuva, doce, salgado, montanha russa, museu....... e no blog retrata as viagens da família, do casal e da vida!!!! Tudo aquilo que mais Gosta e Pronto!!!!

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É com muito prazer que apresento a vocês uma grande novidade: o lançamento do portal …

21 comentários

  1. Débora, concordo quando diz que as viagens são muito importantes para as famílias. Meu pequeno adora nossas viagens e já tem alguns lugares que ele com 7 anos quer conhecer. Ele sempre se envolve nas viagens e acho que acrescenta em muito no seu aprendizado. Ele falta as aulas, mas depois faz todas as tarefas. Mas nunca deixei que faltasse mais do que 5 dias úteis seguidos.

    • Debora Godoy Segnini
      Debora Godoy Segnini

      Oi Ana, tudo bem?? Sim, eles aprendem demais e o estar juntos nas viagens faz bem a todos, porque a interação – em todos os sentidos – faz a diferença. Por aqui, tentamos, como disse, faltar o menos possível, para não gerarmos desconfortos. Um bj 🙂

  2. Deb, tu falava isso, e eu achava que era exagero, agora te entendo!

    • Debora Godoy Segnini
      Debora Godoy Segnini

      Né Claudia….. Com o passar do tempo as coisas vão apertando e temos que ir nos ajeitando! Fato. Um bj 🙂

  3. oisinho nossa filha tbm está com 14 anos, quase na verdade. Agora que ela está um pouco mais preocupada em viajar e perder aulas mas a escola dela é muito parceira nisso e não vimos até hoje prejuízos na escola, mas claro que precisa dar um gás nas notas antes de viajar e durante a viagem agora tbm rola matéria pelo wat zap. Mas isso tbm é legal ela têm aprendido a se virar, a dar um jeito e a sair da zona de conforto e dar conta de várias provas na mesma semana. As vezes rola sim um estresse rsrrs
    abraços

  4. Muito bacana seu relato! Também evitamos ao máximo que o Léo falte. Mas que legal ver que dá pra conciliar a vida escolar e as viagens. Acho as duas atividades super importantes

    • Debora Godoy Segnini
      Debora Godoy Segnini

      Olá Liliane, tudo bem?? Sim, é possível e cada um tem que ver o quanto dá para encaixar viagens fora da época das férias escolares!! Quebra-cabeça!!! Um bj 🙂

  5. Oi queridona,
    Quebra-cabeça! Gostei desse nome para expressar tudo o que passamos tentando conciliar as obrigações de todos da família.
    Bjo e obrigada pela tua visita no Diário de Viagem. =)

    • Debora Godoy Segnini
      Debora Godoy Segnini

      Não é??!!! Temos que nos adaptar ao tempo deles e evitar que se prejudiquem na escola, porque conteúdo atrasado não é nada fácil! Um bj 🙂

  6. Débora, você foi pontual. A decisão precisa ser tomada junto com a criança/adolescente. Até no meu texto cito o caso do filho de uma amiga que, no ano do vestibular, passou 15 dias do mês de Maio na Europa com os pais, na volta ele teve que redobrar a carga de estudo claro…mas isso ñ o prejudicou e passou em todas as faculdades que cursou.

    Sou muito tranquila quanto a nota, por exemplo, se a nota cair um pouco depois da viagem mas eu perceber que minha filha mais velha compreendeu o conteúdo, estudou, se esforçou eu relaxo total. Acho que sou muito tranquila nesse aspecto, enquanto puder irei apresentar o mundo ao meus filhos.

    Bjo, adorei sua participação e o blog tb!
    Trícia

    • Debora Godoy Segnini
      Debora Godoy Segnini

      Olá Trícia, tudo bem?? Eles tem que opinar sim, principalmente se querem ficar muito tempo sem aulas e depois ter que estudar em dobro….. Não é fácil e a adaptação é essencial! Um bj 🙂

  7. Oi Dé,
    Quanto eles estão maiores (minha menina tem 13 e o menino 11), precisamos avaliar cada viagem, tentar juntar feriados, fugir de época de provas… mas o retorno é sempre cruel… retomar o que foi ensinado, fazer tarefas e trabalhos atrasados e as provas!!!
    Mas é tão bom e gratificante as viagens, não é?
    Temos evitado viagens maiores durante as aulas… mas alguns dias não fazem diferença..

  8. Fran Agnoletto

    Deb,
    Como você falou, tudo é questão de adaptação.
    Nós ainda temos um longo caminho pela frente, mas penso como você.
    Iremos tirar o guri da escola, apenas se não causar prejuízo ao seu aprendizado e rotina.
    E nem é só a questão do aprendizado, já percebo algumas datas comemorativas e atividades especiais que eles mesmos não querem faltar. Esse ano, ele falou a semana da Páscoa e ficou chateado por perder as atividades especiais.
    Beijão para vcs!

  9. Débora, muito bom conhecer sua experiência… fico com peninha das crianças quando retornam e tem que colocar tudo em dia… eles são os que mais sofrem… acho que pensando nisso eu nunca tive coragem de fazer longas viagens em baixa temporada, e confesso que meus filhos perderam no máximo 2 dias de aulas nesses casos, muito pouco. Além de avaliarmos os filhos, legal avaliarmos a nós mesmos, como pais: eu e meu marido não teríamos condições alguma de acompanhar essa recuperação de lições e atividades sem fim após a viagem… e isso já basta para não inventarmos a viagem! rsrsrsrs Bjsss

  10. Bárbara Calmeto

    Realmente precisamos nos ajustar às cobranças do dia a dia e a escola das crianças é uma. Planejar e buscar uma boa parceria com a escola são opções para o sucesso rsrsrs. Ótimo ler sua experiência. bjs

  11. Débora, é isso aì…conforme vão crescendo, as viagens vão ficando cada vez mais escassas durante o período letivo, mas ainda podemos aproveitar os feriados, fazer pequenas viagens para mais perto, vamos nos adaptando à rotina de estudo deles.
    Abraços.
    Patricia Tayão.
    http://www.viajarhei.com
    @viajarhei

  12. Gostei do seu post! Tenho um pouco de receio de viajar quando meu filho entra no primeiro ano, em 2018 e ler os posts dos colegas que já passam por isso me dá uma luz. Bjs!

  13. Com certeza Debora, uma conversa com os filhos que já entendem bem a situação é uma excelente maneira de decidirmos o que fazer, cada um arcando com suas responsabilidades e cientes da realidade na volta facilita muito para todos. E cada fase é diferente da outra né?

  14. Vem que te Conto!

    É tão bom ver que tem pessoas que já passaram pelas dificuldades que passo e sobreviveram! kkk
    A pequena aqui está no 1º ano dom Fundamental I e não fizemos nenhuma viagem em que ela faltasse mais de 2 dias.
    Mas a reposição do conteúdo tem sido cansativa para ela. =(

  15. É sempre muito legal quando a gente encontra a experiência de pais de adolescentes. Parabéns pelo post! Abraços, Carlos.

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